Sistema permite atividades motoras a tetraplégicos

Essa é uma notícia da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC-USP), onde atualmente estudo. Como é uma notícia de um assunto recorrente neste blog (conhece a tag "pós-humano"?) resolvi "importá-la" para cá.

Sistema permite atividades motoras a tetraplégicos
Assessoria de Comunicação
20-Mai-2010


Na Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP, pesquisadores desenvolveram um sistema híbrido para membros superiores (braço, antebraço e mãos) que auxilia as atividades motoras de pessoas tetraplégicas. O equipamento permite que o paciente alcance objetos distantes do corpo por comandos de voz.

Renato Varoto, pesquisador da EESC, explica que o diferencial desse sistema foi a combinação de técnicas. “A mecânica, que inclui a órtese e que possibilita movimentos de flexão e extensão do cotovelo; e uma técnica não convencional, que é a estimulação elétrica neuromuscular, que possibilita os movimentos da mão.”

O sistema foi desenvolvido por Varoto durante sua tese de doutorado pela EESC, sob a orientação do professor Alberto Cliquet Júnior, do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola. O protótipo é constituído de uma órtese dinâmica para cotovelo, que funciona como um exoesqueleto, eletrodos de superfície que vão nas mãos e uma luva que contém sensores para indicar ao paciente a força aplicada.

Esses equipamentos são as partes mecânicas e eletrônicas e são coordenados por voz. “Com o comando de voz, cinco palavras são gravadas de acordo com o gosto do paciente: uma para estender o braço, uma para flexão do cotovelo, uma para parar o movimento, uma para pegar o objeto e uma para soltar o objeto. Se for preciso, é possível controlar o nível de estimulação para o movimento da mão e a velocidade da órtese do cotovelo, cada uma com duas palavras”, descreve Varoto.

Segundo o pesquisador, o sistema é indicado para tetraplégicos que possuem movimentos somente do pescoço e do ombro. Desse modo, o comando de voz é essencial para que os tetraplégicos realizem os movimentos voluntariamente.

Testes Clínicos
O trabalho de Varoto foi testado em 15 pacientes do Hospital das Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em março e abril desta ano. O pesquisador ressalta que “o que chama a atenção é o auxílio que o sistema pode trazer aos tetraplégicos”.

Nos testes clínicos, os pacientes conseguiram exercer atividades que fazem alusão às atividades de beber água e se alimentar. “São atividades simples para nós, mas para os pacientes, que perderam quase todos os movimentos do corpo, traz uma grande satisfação a esperança de poder fazê-las”, diz Varoto.

O pesquisador pretende continuar as aplicações com os pacientes. O próximo passo é aplicar uma terapia assistida por robô. Nele, o paciente faz uma série de movimentos repetitivos com o sistema, só que, ao invés de ser um fisioterapeuta que o auxilia nas atividades, é um robô que exerce essa função.

O objetivo da terapia é tentar fazer o tetraplégico ganhar movimentos naturais com método artificial. Varoto explica como isso pode acontecer pelo conceito de neuroplasticidade. “Quando um paciente apresenta paralisia e começa a fazer movimentos repetitivos com a ajuda de aparelhos, ele pode reaprender, ainda que não totalmente, alguns movimentos. O que pode acontecer em termos biológicos é que há um rearranjo dos neurônios no sistema nervoso central.”

O pesquisador ressalva que ainda há alguns aspectos do sistema que precisam ser aperfeiçoados: “O sistema pode ser mais leve e pode melhorar esteticamente. Quanto mais atender as expectativas do paciente melhor”.


Fonte: site da USP São Carlos


Certamente este tipo de pesquisa tem grande importância e impacto, tanto na vida daqueles que tem dificuldades motoras quanto para linhas de pesquisa relacionadas, como robótica.

Agora fica a expectativa que estes estudos avancem e seus produtos consigam chegar a população que necessita destes. Certamente, este deve ser o desejo de todos que ingressam nesta linha de pesquisa.

Para os interessados, o laboratório da EESC-USP para pesquisas nessa linha chama-se LABCIBER. No site você encontra descrição dos trabalhos e contatos dos alunos e professores dessa área.

Dica de Texto: Colaboração e Open Source dentro da empresa

Nesses tempos em que o modelo de software livre ou open source deixa a fase de banda de garagem e passa para o mainstream, é muito comum vermos empresas de software pensando em maneiras de como utilizar essa forma dinâmica de desenvolvimento em suas equipes de programadores.

Uma abordagem interessante é a construção de um ambiente open dentro da própria empresa. É uma forma de "experimentar aos poucos" o modelo, diria em doses homeopáticas. Essa estratégia é adequada em especial para aquelas softhouses onde os desenvolvedores não estão acostumados com o desenvolvimento em forma de comunidades.

Exemplos de utilização dessa estratégia são sempre bem-vindos e permitem aos líderes de projetos visualizarem as boas práticas para uma implantação eficaz e quais objetivos pretende-se atingir com elas.

Assim, eu trago uma dica de texto escrita pelo Guilherme Chapiewski sobre a implantação de um ambiente open interno aos times de desenvolvimento da Globo.com.

No texto, Guilherme começa falando sobre o GitHub e como se dá a dinâmica de desenvolvimento na comunidade daquele site. Em seguida, ele conta da instalação do Gitorious nos servidores internos da Globo.com e como se deu a migração dos antigos repositórios em CVS ou SVN para o git.

Também é interessante a narração da dificuldade de aceitação incial por parte de alguns, o entusiasmo de outros e que tipo de situações foram criadas dentro da empresa.

Enfim, gerentes de projetos, líderes de equipes, desenvolvedores e mais: vale muito a leitura. O texto está aqui e, após lê-lo, que tal ponderar sobre o que achou aqui neste blog?

O uso de hashtags no Twitter e Identi.ca

O uso do twitter e identi.ca tem crescido bastante nos últimos tempos, em especial no Brasil. Pelo jeito, os microblogs são a mais nova forma de mídia social que caiu no gosto popular e estão tornando-se hábito entre os caminhantes do ciberespaço.

A partir disso, muitos analistas de mídias sociais, jornalistas, empresas e demais entusiastas se põem a obter informações de como utilizar bem estas ferramentas. Uma das dúvidas frequentes é sobre a utilização de hashtags - pra quê aquelas palavras escritas com o "jogo da velha" na frente mesmo?

Os microblogs, enquanto mídia social, buscam integrar as pessoas a partir de algo comum. Afinal, se estes serviços fossem apenas para escrever monólogos divididos em 140 caracteres, ele não seria uma "rede social".

O uso de hashtags permite que seu tweet/dent se integre a lista de outros tweets/dents que utilizam a mesma hashtag. É uma forma de várias pessoas produzirem informação sobre um mesmo assunto, de forma dinâmica, agregando diferentes pontos de vista e opiniões em uma mesma thread.

Então, enquanto escrevia este post, estava tomando uma cachaça típica da cidade que me adotou, Teresina. Postei sobre isto utilizando uma hashtag, ou seja, colocando o símbolo de sustenido (ou, carinhosamente, "jogo da velha") na palavra "Teresina" em um tweet/dent. Utilizo o aplicativo Choqok, do KDE, como cliente de Twitter e Identi.ca na minha máquina:


Tela do Choqok

(Clique sobre para ampliar)

Clicando em #Teresina, tenho uma lista das mensagens mais recentes que utilizaram esta mesma hashtag:

Tela de Busca de Tag do Choqok

(Clique sobre para ampliar)

A partir deste exemplo bem modesto, podemos pensar interessantes formas de uso desse mecanismo. Por exemplo, digamos que temos vários veículos de imprensa cobrindo o mesmo evento - o uso de uma hashtag poderá nos dar uma visibilidade destes diferentes veículos sobre esta cobertura, em um mesmo lugar. Acrescenta-se a isso a experiência que pessoas comuns estão tendo sobre este mesmo evento e, voilà, temos uma dinâmica, pulsante e distribuída forma de criação de informação!

Então, esta é a ideia sobre o uso de hashtags. A partir delas, podemos pensar em como organizar, criar e distribuir informações - além de termos uma "métrica" para elas, algo bastante buscado por publicitários nestes tempos de web2.0. Mas isso fica para outros posts.

Mas quem quiser continuar esta conversa, não deixem de me adicionar no twitter ou no identi.ca. ;-)

Finalizando, este post é dedicado ao g0dkar e ao povo da Infoway, que estão fazendo várias experiências com microblogs nestes tempos.

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