pdfreaders.org: por uma internet aberta, livre e neutra quanto a fornecedores

Fiz uma tradução para o português do site PDFreaders.org. Entrei em contato com a FSFE e os caras já postaram a versão.

Vejam lá: http://pdfreaders.org/index.pt.html




Então, gostaria de convidar a comunidade de software livre lusófona a participar da campanha, divulgando-a e utilizando os vários banners do site.

Indique o link para aquele site que disponibiliza muito conteúdo no formato pdf, e que o pessoal recomenda uma solução proprietária; fale da campanha em seu blog ou site da comunidade; encaminhe o e-mail para listas de discussão em geral; enfim, vamos divulgar!

pdfreaders.org

Você pode ajudar a construir uma internet aberta, livre e neutra quanto a fornecedores!

Pinguins Voadores da Festo



Pinguins Robôs que se comportam naturalmente! Com uma adição: eles voam!
Acho que os fãs do Tux irão querer um em casa!

As criações da Festo não param por aí: temos o braço humanóide, a medusa, arraia ou o peixe.

Fonte: 100Nexos


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Falta nas Olimpíadas - Oscar Pistorius

Oscar Pistorius

Outra importante mensagem da Indústria de Entretenimento Global


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Versão em inglês aqui.

Lançamento da Revista Espírito Livre

Demorei para lançar a matéria, mas aí vai:

"Hoje foi lançada uma publicação digital sobre software livre, cultura geek e relacionados que promete… A Revista Espírito Livre vem com a proposta de trazer conteúdo de qualidade, produzido por uma equipe altamente competente e atuante no Brasil e exterior. Terá periodicidade mensal e seu download é gratuito."

O primeiro número da revista traz uma matéria de capa sobre Computação nas Nuvens; guia de programação em Lua; Linux na Educação; Padrões Abertos, e muito mais. O time de escritores é muito bom, com membros como o Jomar (ODF Aliance), Oliva (FSFLA), Cezar Taurion (IBM), e muitos outros. Para mim é uma honra trabalhar com esse pessoal, através de uma matéria sobre o julgamento do Pirate Bay.

Para baixar a edição #001 da Revista Espírito Livre aponte seu navegador para a seção download do site http://revista.espiritolivre.org.

E aproveito para dizer que amanhã estarei enviando o texto para a segunda edição, onde falarei um pouco sobre o Panóptico e as leis no ciberespaço. Agradeço desde já as pessoas que estão acompanhando meus textos lá, e dizer para que fiquem a vontade de comentá-los por aqui ou por e-mail.

Pirate Bay condenado em seu Julgamento Espetáculo

Ontem foi dado o veredito do julgamento do The Pirate Bay. A sentença, proferida pela corte do tribunal em Estocolmo, condenou Fredrik Neij, Gottfrid Svartholm Warg, Peter Sunde e Carl Lundström, a um ano de prisão e multa no valor de 3,6 milhões de dólares.

Pessoalmente, ao ler a notícia ontem fiquei um tanto chateado. Essse julgamento representa, para muitos de nós, um importante passo na luta pelo compartilhamento e cultura livre. Realmente, a condenação do Pirate Bay não irá parar o compartilhamento; mas uma eventual absolvição equivaleria a uma constatação jurídica que a prática de trocar bens culturais pela Internet é algo legal - o que seria um golpe na indústria fonográfica, mas que não alteraria tanto o compartilhamento em si.

Interessante a reação que se seguiu ciberespaço a fora. No Brasil, algumas pessoas ligadas à comunidade de software livre comentaram sobre a possibilidade de juntar dinheiro e enviar aos piratas. O número de indicações de notícias sobre o assunto enviadas ao BR-Linux bateu um recorde de 14 submissões, além do tópico ser um dos mais comentados no mês. Alguns posts em blogs de vários países comentam se agora o Google também será julgado, pois através dele pode-se encontrar arquivos que não deveríam ser compartilhados segundo seus respectivos copyrights.

Percebendo toda a movimentação que o espetáculo gerou, e dando uma olhada na conjuntura política européia, pode-se imaginar que a condenação do grupo será algo bom para as pessoas que lutam pelo compartilhamento. Mas, como assim?

Já comentei na Revista Espírito Livre que o principal objetivo do grupo é "forçar mudanças na lei de copyright". Existem várias formas de se propor mudanças nas leis. Comoções nacionais, iniciativa popular, enfrentamento direto... e proposições político-parlamentares.



Esse ano a Europa realizará eleições parlamentares para o Europarlamento - os políticos da União Européia. O caso do The Pirate Bay colocou em evidência as discussões políticas acerca do compartilhamento, e o debate está muito forte por lá.

Segundo o Numerama, só ontem, o Partido Pirata Sueco filiou mais de 1.600 novos membros. E é uma iniciativa do partido concorrer com força nestas eleições, segundo o post da Aracele. Segue abaixo alguns dos rostos candidatos por lá e seus respectivos blogs:


  1. Christian Engström, f. 1960, Nacka
  2. Amelia Andersdotter, f. 1987, Lund
  3. Mattias Bjärnemalm, f. 1979, Uppsala
  4. Anna Troberg, f. 1974, Järfälla
  5. Rickard Olsson, f. 1967, Östersund
  6. Rick Falkvinge, f. 1972, Sollentuna
  7. Anna Svensson, f. 1980, Norrköping
  8. Gustav Nipe, f. 1988, Malmö
  9. Johanna Julén, f. 1980, Västerås
  10. Björn Felten, f. 1948, Säve
  11. Malin Littorin Ferm, f. 1990, Vällingby
  12. Jan Lindgren, f. 1979, Enskede
  13. Ellen Söderberg, f. 1991, Malmö
  14. Andreas Larsson, f. 1983, Rättvik
  15. Camilla Westrin, f. 1983, Umeå
  16. Snild Dolkow, f. 1986, Lund
  17. Daniel Nyström, f. 1983, Tyresö
  18. C Magnus Berglund, f. 1962, Karlstad
  19. Sandra Grosse, f. 1990, Helsingborg
  20. Mikael Nordfeldth, f. 1987, Umeå

Ou seja, o plano de disputas e debates está montado na Europa. Estas eleições poderão representar uma tática a mais nessa disputa - e, contraditoriamente, pelo viés institucionalizado.

Para uma visão européia sobre a questão, dê uma olhada no blog do Miguel Caetano, o Remixtures. O PSL-Brasil publicou também uma matéria sobre a coletiva que o Peter Sunde fez sobre a condenação.

E não deixe de usar o Pirate Bay - ele não saiu do ar. A condenação ocorreu em primeira instância, sendo passível de recurso já encaminhado pelos advogados da Baía Pirata. :)

Hermeto Pascoal libera sua Discografia Completa para Download!!!


Hermeto tocando em um celular...

Para mim, é maravilhoso. Hermeto Pascoal é um músico pelo qual guardo uma admiração sincera. A maneira como ele faz música, uma música livre, vanguardista mas ao mesmo tempo popular, o coloca no rol dos grandes instrumentistas e arranjadores que esse mundo já viu. Só ouvindo sua obra para entender o que quero transmitir...

Pois bem, agora só tenho mais motivos para admirar Hermeto: ele decidiu liberar TODA SUA DISCOGRAFIA para download!!! Esse já é o segundo passo do músico em direção à Cultura Livre, pois desde novembro ele abriu mão das licenças sobre sua obra (ver Manifesto, logo abaixo), permitindo que qualquer músico utilize-se desse grande manancial que brota da cabeça do mestre alagoano.

Mas calma: antes de correr para o site do músico, lembre-se que as músicas entrarão em processo gradual de disponibilização. Corre rumores pelo ciberespaço que as primeiras chegam esta semana, então é ficar de olho.

Segue o Manifesto, do punho do próprio Hermeto:

Manifesto - Clique para ampliar

Segue texto de Lucas Pretti, publicado no link estadão:

Hermeto Pascoal tem 72 anos e não passa mais de 24 horas sem rabiscar novas combinações de notas musicais e símbolos de percussão em pilhas de partituras. A única diferença para os tempos de criança é o papel. Na Alagoas dos anos 30, o pequeno Hermeto já compunha todo dia, em rios, árvores, na companhia dos passarinhos. Curiosamente, porém, o “Beethoven do século 20” (como o define o acordeonista Sivuca) nunca volta para rever as tais notas escritas. “Minhas músicas são pétalas soltas, estão voando por aí.”

E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à totalidade da produção formal.

Internet é um assunto até certo ponto desconhecido para Hermeto. Foi a parceira musical, espiritual e amorosa Aline Morena a fonte de influência digital do compositor. Quando começaram a namorar, em 2002, ela não se conformava que um artista do porte de Hermeto (referência internacional, inovador, vanguardista) não tivesse sequer um site próprio. Na lista de “desleixos” estava também a desorganização dos registros de músicas (que fez com que ele nunca ganhasse dinheiro com vendas de discos e CDs – só com shows).

Aline resolveu o problema da comunicação e criou quatro sites, um para cada tipo de apresentação de Hermeto (com a Big Band, o Grupo, orquestras sinfônicas e para o duo com ela) e plantou na cabeça genial do compositor algumas sementes de cultura livre. Seria difícil o conceito não germinar. Em 1973, o visionário alagoano já batizava um álbum de A Música Livre de Hermeto Pascoal.

A ideia de liberdade já estava desde então algo relacionada com a disseminação, a distribuição, a pulverização das composições. Um jargão famoso de Hermeto é a frase “tudo é música”. Se qualquer um faz música com qualquer coisa (objetos, plantas, voz, etc.) – e portanto as músicas dele são livres por natureza –, temos uma espécie de música de “código aberto”, colaborativa, termos comuns para leitores do noticiário de tecnologia e que desapareceram da música comercial antes do MP3.

Isso tanto é transformador que a música livre evoluiu para o que hoje a dupla Hermeto Pascoal e Aline Morena chama de “música universal”. Nada a ver com a “world music” disseminada por aí, e que significa apenas a forma de as culturas dominantes globais aceitarem regionalismos como o brasileiro e o indiano, por exemplo. Música universal não é isso. É o que há de universal, primordial, anterior e essencial na música.

Hermeto e Aline não usam idiomas conhecidos para compor canções sob o estigma universal. É uma letra formada por palavras inventadas sob uma lógica própria, não necessariamente com significados. É a busca da dupla pela sonoridade, por fonemas que provocam sensações – cuja liberdade também inclui a de interpretação. Assim, a composição da música universal só termina no momento em que ressoa nos tímpanos.

Essa abordagem “alinguística” também faz parte das pesquisas mais avançadas hoje em artes cênicas. O diretor inglês Peter Brook chegou a algo parecido à música universal de Hermeto com o teatro rústico, nos anos 1970. Brook e os atores de diversas nacionalidades do Centre International de Recherche Théâ-trale (Cirt) parisiense passaram três meses de 1974 em tribos africanas para entender o que havia no teatro que se comunicava com qualquer cultura (gestos, sons, expressões, ritmos). A pesquisa fez avançar as descobertas contemporâneas de linguagem – equivalente ao que o brasileiro Hermeto fez na música.

A última criação organizada do compositor foi Chimarrão com Rapadura, CD e DVD de 2006 em dupla com Aline Morena. Imagine a dificuldade de selecionar 19 canções e melodias entre as centenas criadas diariamente. Nesse álbum, Hermeto toca cavaco, pandeiro, surdo, escaleta, piano com fita crepe, caixa, zabumba, triângulo, baixo, flauta doce, viola caipira, fole, flauta-baixo, percussão com teclas, flugelhorn, iefone, brinquedos, balde, garfo, faca, trumpetinho, chavozeleira, piano, porta, copos de plástico e mangueira. O detalhe é que nem tudo é instrumento.

Apesar da variedade de artefatos sonoros, Hermeto Pascoal não se encantou ainda pelos sons fabricados. Não há quase nada sintético na obra que já dura 53 anos, mesmo com a invasão de aparelhos eletrônicos dos últimos 30. “Nada contra esse tipo de música. Mas, para mim, os sons devem ser naturais. Têm mais sabor.”

Nascido na roça alagoana, ele morou mais de 20 anos em São Paulo, gravou nos Estados Unidos com Miles Davis, influenciou Beatles com o Quarteto Novo, é festejado por onde passa no mundo. Prega a música aberta. Hoje mora em Curitiba e nunca deixou de fugir do sol. A pele albina sofre, os olhos também. É só o que há de hermético em Hermeto Pascoal.

E agora, um vídeo com a Música da Lagoa:


Azeredo: "A internet não pode ser terra de ninguém"

O Cibermundi duplicou a entrevista com o Senador Azeredo publicada pelo Gizmondo. Segue:

O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é talvez a figura mais odiada da blogosfera brasileira. Dizem que ele é "o autor daquela lei que coloca quem troca música na cadeia" ou "que quer vigiar todo mundo na internet". O motivo desse ódio é que o texto da lei inicialmente tinha um texto bem esquisito, que permitia as mais malucas interpretações - inclusive a criminalização de tias que passavam Powerpoint com vírus ou pessoas que indicavam links para baixar músicas. Mas a versão final da PL 89/2003, aprovada no Senado e que está tramitando na Câmara, parece, no fim das contas, inofensiva para o usuário de internet comum.

A tal Lei Azeredo é, na verdade, um apanhado de projetos de lei (alguns que alteram o código penal, a constituição ou o código militar) que quer criar crimes e penas para coisas que são, afinal, crimes, mas não estão devidamente previstos em lei, como fraudes, phishing, disseminação de vírus e etc. Parece um motivo nobre. Então Azeredo é herói, vilão, ou nenhum dos dois? Veja na entrevista exclusiva que eu fiz com ele esta semana.

Gizmodo Brasil: Por que você acredita que precisamos da lei agora?
Sen. Eduardo Azeredo: Estamos cada vez mais precisando dessa lei. Há cada vez mais crimes na área bancária, casos de pornografia infantil e atentados contra a honra na internet.

Muita gente diz que a lei restringe os direitos individuais ou criaria um estado de vigilância. Seria um efeito colateral da lei?

Não é verdade. Quem não deve não teme. Ou seja: quem não usa a internet para o mal, não tem o que temer. O objetivo da lei é colocar regras mínimas para a penalização de novos crimes. A internet não pode ser terra de ninguém.

Você defende que o Brasil está apenas se adequando a acordos internacionais, como a Convenção de Budapeste. Como é a experiência dos outros países que adotaram a resolução?

A nossa lei foi escrita em conformidade com a convenção. Vários países como Japão, EUA, África do Sul e Canadá já o fizeram. O relatório que tivemos em uma reunião na França, com 70 países, é que a situação está ficando cada vez mais difícil. Na Itália a lei é mais rigorosa. Lá eles não permitem que as pessoas usem cybercafé sem identificação.

Comenta-se que por trás da lei estaria a vontade dos bancos, cansados de pagar indenizações por fraudes.

Essa é a argumentação de quem não lê a lei ou pensa pequeno. Evidente que os bancos estão cobrando dos clientes o custo das fraudes, seja em cima dos tomadores de empréstimo ou nas taxas. Quem está pagando as fraudes bancárias somos nós todos. Isso é repartido. Os bancos têm interesse, é claro, mas é um interesse sadio.

O registro dos logs de todos os usuários por três anos não seria muito custoso para os provedores?

O que tem de ser guardado é apenas a identificação do computador, é só isso que o projeto prevê. Há sistemas de compactação e miniaturização para isso, não acredito que seja tão custoso.

E as críticas de que a legislação seria inócua, já que há muitas maneiras de burlar a coisa, como usando provedores fora do Brasil?

A legislação é positiva. Mas é só um dos itens. É preciso educação e prevenção. É um ponto muito importante para começar, mas ela sozinha não resume tudo.

Por que o projeto de lei se arrastou por tanto tempo em tramitação?

O projeto original é de 1999. O que fiz foi a fusão de vários projetos da Câmara, Senado, com outras modificações. As alterações eram necessárias porque o phishing, por exemplo, não existia no projeto original.

Mas e os vírus passados sem querer, com máquinas zumbi e os powerpoints aparentemente inofensivos?


Como todo crime, há o julgamento do juiz, que vai verificar o dolo. Um vírus que a pessoa passar inadvertidamente para a frente não é crime. Não tem dolo. Essa confusão acontece porque as pessoas não lêem, não têm o mínimo de conhecimento legal para criticar. Nós tivemos o suporte muito importante do Francisco Botelho, membro do CNJ, que fez a assessoria.

E a criminalização da troca de arquivos, o peer-to-peer? Quem baixa música corre o risco de ser preso?

A lei não toca nisso. É um outro assunto. O Brasil já tem uma lei sobre o assunto, a antipirataria.

Alguns críticos, como o professor Ronaldo Lemos, da FGV, dizem que é preciso regular a internet como um todo, definir o que é o que antes de aprovar leis como essa.

É uma crítica de teóricos. Na prática a justiça quer que tenhamos essa lei. A quem interessa realmente esse problema é a lei. Alguns teóricos ficam com essa conversa de que precisa antes um marco regulatório... É uma forma de protelar a aplicação da lei.



Por que você não compareceu ao debate sobre a Lei Azeredo na Campus Party?

Não fui convidado. Eu compareceria se fosse. Já fui a vários lugares defender a lei, essa é uma missão que acabou nas minhas mãos.

E nesses lugares, mesmo hostis a sua presença, você consegue convencer as pessoas do seu ponto de vista?

Quando as pessoas têm as informações, elas se convencem. Você pode ter alguma discussão ainda de semântica. O termo tem de ser esse ou aquele. Isso ainda está em aberto, a Câmara pode fazer alterações. Mas basicamente as pessoas vêem porque tudo tem sua justificativa. Hoje não vejo nada mais significativo que esteja amarrando a aprovação. A Câmara está demorando. O Ministério da Justiça quer algumas alterações. O absurdo é não querer estabelecer regras.

Como está o andamento do projeto de lei na Câmara?

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já aprovou. O Ministério da Justiça (MJ) levantou algumas sugestões adicionais, apertando ainda mais a legislação. O MJ quer que a preservação das informações dos usuários seja independente de decisão judicial. A polícia pede que ela mesma possa autorizar a preservação de conteúdo de site ou dado de usuário [PB: na prática, a polícia poderia ordenar a sites e provedores a preservação de páginas e conteúdos, mesmo que depois fossem apagados pelo usuário]

Isso não poderia gerar abusos, como no caso dos grampos telefônicos?

Sim, por isso sou contra. Deixaria como está na lei neste momento. Quando a polícia tiver suspeita, ela deve requisitar que fique guardada a informação no provedor, para ter acesso. A guarda deveria depender de autorização judicial, não policial. É a defesa do estado do direito. Por isso a cautela.


Fonte: Gizmondo

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