pdfreaders.org: por uma internet aberta, livre e neutra quanto a fornecedores
Vejam lá: http://pdfreaders.org/index.pt.html

Então, gostaria de convidar a comunidade de software livre lusófona a participar da campanha, divulgando-a e utilizando os vários banners do site.
Indique o link para aquele site que disponibiliza muito conteúdo no formato pdf, e que o pessoal recomenda uma solução proprietária; fale da campanha em seu blog ou site da comunidade; encaminhe o e-mail para listas de discussão em geral; enfim, vamos divulgar!
Você pode ajudar a construir uma internet aberta, livre e neutra quanto a fornecedores!
4/29/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Cultura Livre, Política, Software Livre | 0 Comments
Pinguins Voadores da Festo
Pinguins Robôs que se comportam naturalmente! Com uma adição: eles voam!
Acho que os fãs do Tux irão querer um em casa!
As criações da Festo não param por aí: temos o braço humanóide, a medusa, arraia ou o peixe.
Fonte: 100Nexos
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4/25/2009 | Marcadores: Pós-humano, Video | 0 Comments
Outra importante mensagem da Indústria de Entretenimento Global
4/19/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Contravenções, Cultura Livre, Política | 2 Comments
Lançamento da Revista Espírito Livre
Demorei para lançar a matéria, mas aí vai:
"Hoje foi lançada uma publicação digital sobre software livre, cultura geek e relacionados que promete… A Revista Espírito Livre vem com a proposta de trazer conteúdo de qualidade, produzido por uma equipe altamente competente e atuante no Brasil e exterior. Terá periodicidade mensal e seu download é gratuito."
O primeiro número da revista traz uma matéria de capa sobre Computação nas Nuvens; guia de programação em Lua; Linux na Educação; Padrões Abertos, e muito mais. O time de escritores é muito bom, com membros como o Jomar (ODF Aliance), Oliva (FSFLA), Cezar Taurion (IBM), e muitos outros. Para mim é uma honra trabalhar com esse pessoal, através de uma matéria sobre o julgamento do Pirate Bay.
Para baixar a edição #001 da Revista Espírito Livre aponte seu navegador para a seção download do site http://revista.espiritolivre.org.
E aproveito para dizer que amanhã estarei enviando o texto para a segunda edição, onde falarei um pouco sobre o Panóptico e as leis no ciberespaço. Agradeço desde já as pessoas que estão acompanhando meus textos lá, e dizer para que fiquem a vontade de comentá-los por aqui ou por e-mail.
4/18/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Cibercultura, Cultura Livre, Desenvolvimento, Eventos, Inclusão Digital, Livro, ODF, Política, Software Livre | 0 Comments
Pirate Bay condenado em seu Julgamento Espetáculo
Pessoalmente, ao ler a notícia ontem fiquei um tanto chateado. Essse julgamento representa, para muitos de nós, um importante passo na luta pelo compartilhamento e cultura livre. Realmente, a condenação do Pirate Bay não irá parar o compartilhamento; mas uma eventual absolvição equivaleria a uma constatação jurídica que a prática de trocar bens culturais pela Internet é algo legal - o que seria um golpe na indústria fonográfica, mas que não alteraria tanto o compartilhamento em si.Interessante a reação que se seguiu ciberespaço a fora. No Brasil, algumas pessoas ligadas à comunidade de software livre comentaram sobre a possibilidade de juntar dinheiro e enviar aos piratas. O número de indicações de notícias sobre o assunto enviadas ao BR-Linux bateu um recorde de 14 submissões, além do tópico ser um dos mais comentados no mês. Alguns posts em blogs de vários países comentam se agora o Google também será julgado, pois através dele pode-se encontrar arquivos que não deveríam ser compartilhados segundo seus respectivos copyrights.
Percebendo toda a movimentação que o espetáculo gerou, e dando uma olhada na conjuntura política européia, pode-se imaginar que a condenação do grupo será algo bom para as pessoas que lutam pelo compartilhamento. Mas, como assim?
Já comentei na Revista Espírito Livre que o principal objetivo do grupo é "forçar mudanças na lei de copyright". Existem várias formas de se propor mudanças nas leis. Comoções nacionais, iniciativa popular, enfrentamento direto... e proposições político-parlamentares.

Esse ano a Europa realizará eleições parlamentares para o Europarlamento - os políticos da União Européia. O caso do The Pirate Bay colocou em evidência as discussões políticas acerca do compartilhamento, e o debate está muito forte por lá.
Segundo o Numerama, só ontem, o Partido Pirata Sueco filiou mais de 1.600 novos membros. E é uma iniciativa do partido concorrer com força nestas eleições, segundo o post da Aracele. Segue abaixo alguns dos rostos candidatos por lá e seus respectivos blogs:

- Christian Engström, f. 1960, Nacka
- Amelia Andersdotter, f. 1987, Lund
- Mattias Bjärnemalm, f. 1979, Uppsala
- Anna Troberg, f. 1974, Järfälla
- Rickard Olsson, f. 1967, Östersund
- Rick Falkvinge, f. 1972, Sollentuna
- Anna Svensson, f. 1980, Norrköping
- Gustav Nipe, f. 1988, Malmö
- Johanna Julén, f. 1980, Västerås
- Björn Felten, f. 1948, Säve
- Malin Littorin Ferm, f. 1990, Vällingby
- Jan Lindgren, f. 1979, Enskede
- Ellen Söderberg, f. 1991, Malmö
- Andreas Larsson, f. 1983, Rättvik
- Camilla Westrin, f. 1983, Umeå
- Snild Dolkow, f. 1986, Lund
- Daniel Nyström, f. 1983, Tyresö
- C Magnus Berglund, f. 1962, Karlstad
- Sandra Grosse, f. 1990, Helsingborg
- Mikael Nordfeldth, f. 1987, Umeå
Ou seja, o plano de disputas e debates está montado na Europa. Estas eleições poderão representar uma tática a mais nessa disputa - e, contraditoriamente, pelo viés institucionalizado.
Para uma visão européia sobre a questão, dê uma olhada no blog do Miguel Caetano, o Remixtures. O PSL-Brasil publicou também uma matéria sobre a coletiva que o Peter Sunde fez sobre a condenação.
E não deixe de usar o Pirate Bay - ele não saiu do ar. A condenação ocorreu em primeira instância, sendo passível de recurso já encaminhado pelos advogados da Baía Pirata. :)
4/18/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Política | 7 Comments
Hermeto Pascoal libera sua Discografia Completa para Download!!!
Pois bem, agora só tenho mais motivos para admirar Hermeto: ele decidiu liberar TODA SUA DISCOGRAFIA para download!!! Esse já é o segundo passo do músico em direção à Cultura Livre, pois desde novembro ele abriu mão das licenças sobre sua obra (ver Manifesto, logo abaixo), permitindo que qualquer músico utilize-se desse grande manancial que brota da cabeça do mestre alagoano.
Mas calma: antes de correr para o site do músico, lembre-se que as músicas entrarão em processo gradual de disponibilização. Corre rumores pelo ciberespaço que as primeiras chegam esta semana, então é ficar de olho.
Segue o Manifesto, do punho do próprio Hermeto:
Segue texto de Lucas Pretti, publicado no link estadão:
Hermeto Pascoal tem 72 anos e não passa mais de 24 horas sem rabiscar novas combinações de notas musicais e símbolos de percussão em pilhas de partituras. A única diferença para os tempos de criança é o papel. Na Alagoas dos anos 30, o pequeno Hermeto já compunha todo dia, em rios, árvores, na companhia dos passarinhos. Curiosamente, porém, o “Beethoven do século 20” (como o define o acordeonista Sivuca) nunca volta para rever as tais notas escritas. “Minhas músicas são pétalas soltas, estão voando por aí.”
E, assim, Hermeto deixou suas pétalas ao vento. Desde novembro, abriu mão das licenças pela internet e liberou para uso de qualquer músico todas as composições registradas em seu nome. Nesta semana, promete disponibilizar parte da imensa e riquíssima discografia (são 34 álbuns) para download gratuito, num processo que chegará em alguns meses à totalidade da produção formal.
Hermeto e Aline não usam idiomas conhecidos para compor canções sob o estigma universal. É uma letra formada por palavras inventadas sob uma lógica própria, não necessariamente com significados. É a busca da dupla pela sonoridade, por fonemas que provocam sensações – cuja liberdade também inclui a de interpretação. Assim, a composição da música universal só termina no momento em que ressoa nos tímpanos.
Apesar da variedade de artefatos sonoros, Hermeto Pascoal não se encantou ainda pelos sons fabricados. Não há quase nada sintético na obra que já dura 53 anos, mesmo com a invasão de aparelhos eletrônicos dos últimos 30. “Nada contra esse tipo de música. Mas, para mim, os sons devem ser naturais. Têm mais sabor.”
Nascido na roça alagoana, ele morou mais de 20 anos em São Paulo, gravou nos Estados Unidos com Miles Davis, influenciou Beatles com o Quarteto Novo, é festejado por onde passa no mundo. Prega a música aberta. Hoje mora em Curitiba e nunca deixou de fugir do sol. A pele albina sofre, os olhos também. É só o que há de hermético em Hermeto Pascoal.
4/06/2009 | Marcadores: Cibercultura, Cultura Livre, Música, Video | 4 Comments
Azeredo: "A internet não pode ser terra de ninguém"
O senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) é talvez a figura mais odiada da blogosfera brasileira. Dizem que ele é "o autor daquela lei que coloca quem troca música na cadeia" ou "que quer vigiar todo mundo na internet". O motivo desse ódio é que o texto da lei inicialmente tinha um texto bem esquisito, que permitia as mais malucas interpretações - inclusive a criminalização de tias que passavam Powerpoint com vírus ou pessoas que indicavam links para baixar músicas. Mas a versão final da PL 89/2003, aprovada no Senado e que está tramitando na Câmara, parece, no fim das contas, inofensiva para o usuário de internet comum.
A tal Lei Azeredo é, na verdade, um apanhado de projetos de lei (alguns que alteram o código penal, a constituição ou o código militar) que quer criar crimes e penas para coisas que são, afinal, crimes, mas não estão devidamente previstos em lei, como fraudes, phishing, disseminação de vírus e etc. Parece um motivo nobre. Então Azeredo é herói, vilão, ou nenhum dos dois? Veja na entrevista exclusiva que eu fiz com ele esta semana.
Gizmodo Brasil: Por que você acredita que precisamos da lei agora?
Sen. Eduardo Azeredo: Estamos cada vez mais precisando dessa lei. Há cada vez mais crimes na área bancária, casos de pornografia infantil e atentados contra a honra na internet.
Muita gente diz que a lei restringe os direitos individuais ou criaria um estado de vigilância. Seria um efeito colateral da lei?
Não é verdade. Quem não deve não teme. Ou seja: quem não usa a internet para o mal, não tem o que temer. O objetivo da lei é colocar regras mínimas para a penalização de novos crimes. A internet não pode ser terra de ninguém.
Você defende que o Brasil está apenas se adequando a acordos internacionais, como a Convenção de Budapeste. Como é a experiência dos outros países que adotaram a resolução?
A nossa lei foi escrita em conformidade com a convenção. Vários países como Japão, EUA, África do Sul e Canadá já o fizeram. O relatório que tivemos em uma reunião na França, com 70 países, é que a situação está ficando cada vez mais difícil. Na Itália a lei é mais rigorosa. Lá eles não permitem que as pessoas usem cybercafé sem identificação.
Comenta-se que por trás da lei estaria a vontade dos bancos, cansados de pagar indenizações por fraudes.
Essa é a argumentação de quem não lê a lei ou pensa pequeno. Evidente que os bancos estão cobrando dos clientes o custo das fraudes, seja em cima dos tomadores de empréstimo ou nas taxas. Quem está pagando as fraudes bancárias somos nós todos. Isso é repartido. Os bancos têm interesse, é claro, mas é um interesse sadio.
O registro dos logs de todos os usuários por três anos não seria muito custoso para os provedores?
O que tem de ser guardado é apenas a identificação do computador, é só isso que o projeto prevê. Há sistemas de compactação e miniaturização para isso, não acredito que seja tão custoso.
E as críticas de que a legislação seria inócua, já que há muitas maneiras de burlar a coisa, como usando provedores fora do Brasil?
A legislação é positiva. Mas é só um dos itens. É preciso educação e prevenção. É um ponto muito importante para começar, mas ela sozinha não resume tudo.
Por que o projeto de lei se arrastou por tanto tempo em tramitação?
O projeto original é de 1999. O que fiz foi a fusão de vários projetos da Câmara, Senado, com outras modificações. As alterações eram necessárias porque o phishing, por exemplo, não existia no projeto original.
Mas e os vírus passados sem querer, com máquinas zumbi e os powerpoints aparentemente inofensivos?
Como todo crime, há o julgamento do juiz, que vai verificar o dolo. Um vírus que a pessoa passar inadvertidamente para a frente não é crime. Não tem dolo. Essa confusão acontece porque as pessoas não lêem, não têm o mínimo de conhecimento legal para criticar. Nós tivemos o suporte muito importante do Francisco Botelho, membro do CNJ, que fez a assessoria.
E a criminalização da troca de arquivos, o peer-to-peer? Quem baixa música corre o risco de ser preso?
A lei não toca nisso. É um outro assunto. O Brasil já tem uma lei sobre o assunto, a antipirataria.
Alguns críticos, como o professor Ronaldo Lemos, da FGV, dizem que é preciso regular a internet como um todo, definir o que é o que antes de aprovar leis como essa.
É uma crítica de teóricos. Na prática a justiça quer que tenhamos essa lei. A quem interessa realmente esse problema é a lei. Alguns teóricos ficam com essa conversa de que precisa antes um marco regulatório... É uma forma de protelar a aplicação da lei.

Por que você não compareceu ao debate sobre a Lei Azeredo na Campus Party?
Não fui convidado. Eu compareceria se fosse. Já fui a vários lugares defender a lei, essa é uma missão que acabou nas minhas mãos.
E nesses lugares, mesmo hostis a sua presença, você consegue convencer as pessoas do seu ponto de vista?
Quando as pessoas têm as informações, elas se convencem. Você pode ter alguma discussão ainda de semântica. O termo tem de ser esse ou aquele. Isso ainda está em aberto, a Câmara pode fazer alterações. Mas basicamente as pessoas vêem porque tudo tem sua justificativa. Hoje não vejo nada mais significativo que esteja amarrando a aprovação. A Câmara está demorando. O Ministério da Justiça quer algumas alterações. O absurdo é não querer estabelecer regras.
Como está o andamento do projeto de lei na Câmara?
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já aprovou. O Ministério da Justiça (MJ) levantou algumas sugestões adicionais, apertando ainda mais a legislação. O MJ quer que a preservação das informações dos usuários seja independente de decisão judicial. A polícia pede que ela mesma possa autorizar a preservação de conteúdo de site ou dado de usuário [PB: na prática, a polícia poderia ordenar a sites e provedores a preservação de páginas e conteúdos, mesmo que depois fossem apagados pelo usuário]
Isso não poderia gerar abusos, como no caso dos grampos telefônicos?
Sim, por isso sou contra. Deixaria como está na lei neste momento. Quando a polícia tiver suspeita, ela deve requisitar que fique guardada a informação no provedor, para ter acesso. A guarda deveria depender de autorização judicial, não policial. É a defesa do estado do direito. Por isso a cautela.
4/05/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Política | 0 Comments
















