Ministério da Cultura disponibiliza vídeos e textos dos quatros seminários do Fórum Nacional de Direito Autoral
No material disponibilizado pode-se ter uma visão de tudo o que foi discutido sobre o tema até agora, com a opinião de amplos setores envolvidos na cadeia do direito autoral, que abrange artistas, associações de gestão coletiva, acadêmicos, consumidores, autores e demais titulares de obras intelectuais protegidas.
A página eletrônica traz também o debate internacional sobre o tema, através da participação de especialistas de 35 países que estiveram presentes no Seminário Internacional, realizado em Fortaleza, em novembro de 2008.
O Fórum Nacional de Direito Autoral é um espaço para a discussão das questões mais prementes da sociedade no que se refere à situação atual do direito de autor em nosso país. Tem como objetivos subsidiar a formulação da política autoral do Ministério da Cultura (MinC), bem como definir a necessidade ou não da revisão da legislação existente sobre a matéria e também redefinir o papel do Estado nessa área.
O debate vem sendo realizado pelo MinC desde dezembro de 2007, por meio dos seminários promovidos pelo ministério e outros feitos em parceria com instituições de ensino superior espalhadas pelo país. Os seminários foram organizados para um público de até 400 pessoas por evento e transmitidos ao vivo pela Internet, com espaço para a realização de perguntas on line aos conferencistas. A discussão continua em 2009, quando serão realizados outros seminários pelo país.
Acesse aqui os vídeos dos seminários.
(Assessoria de Comunicação Social do Ministério da Cultura)
Visite o site: http://www.cultura.gov.br/
2/27/2009 | Marcadores: Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Eventos, Política, Video | 0 Comments
Uma importante mensagem da Indústria de Entretenimento Global
2/26/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Contravenções, Cultura Livre, Política | 0 Comments
Chamada de Trabalhos - III Encontro Nordestino de Software Livre
4º Festival Software Livre da Bahia
23 a 25 de Abril de 2009
Salvador -- Bahia -- Brasil
http://festival.softwarelivre.org/
O Festival Software Livre da Bahia realiza sua 4ª edição em conjunto com o 3º Encontro Nordestino de Software livre e a Edição 2009 do Festival Lationamericano de Instalação de Software Livre, e convoca a comunidade a contribuir para sua já reconhecida programação de alta qualidade. Esta chamada de trabalhos tem o objetivo de informar como a comunidade pode contribuir com palestras para o evento.
Este texto também está disponível em HTML no site do evento.
Informações gerais
O Festival receberá propostas de palestras nos temas a seguir:
* Cultura livre: Sobre aspectos éticos, filosóficos, conceituais, sociais e culturais do Software Livre.
* Desenvolvimento Regional: Experiências e casos de sucesso na adoção de Software Livre em instituições públicas e privadas.
* Ferramentas e Soluções: Apresentações técnicas voltados para profissionais da área de TI.
* Desenvolvimento de Software: Assuntos relativos à produção de programas e o modelo de desenvolvimento de software livre, voltado para desenvolvedores.
* Educação e Inclusão Digital: O uso do software livre para geração de conhecimento e inclusão social.
As palestras terão duração de 50 minutos, incluindo tempo para perguntas.
Envio de propostas
Utilizaremos o paper para recebimento das propostas, avaliação e divulgação da programação. Para enviar propostas de palestra para o Festival, utilize o "Canto dos palestrantes" do Festival.
Todas as propostas, sem exceção, deverão ser enviadas através do "Canto dos palestrantes".
Para o envio de propostas, é fortemente recomendada a leitura do manual dos proponentes do papers, que contém dicas sobre o preenchimento da proposta, de forma a facilitar o processo de avaliação e aumentar as chances de aceitação das palestras. Propostas que não considerem as considerações deste manual têm chances de receber uma
avaliação ruim.
Seleção das propostas
Após o período de envio de propostas, todas as propostas enviadas serão avaliadas por uma comissão de avaliadores, e serão classificadas seguindo os critérios padrão do papers. O número de propostas classificadas depende unicamente da quantidade de espaço que teremos durante o evento.
O Festival é um evento os recursos são limitados. Assim, solicitamos a compreensão para o fato de que a aceitação de propostas de palestras não implica no custeio de qualquer custo com viagem.
O e-mail para contato com a organização do Festival é festival4@softwarelivre.org. Certifique-se de que você receberá e-mails deste endereço, e leia-os.
Datas importantes
* Prazo final para envio de propostas: 01 de março
* Notificação das propostas aceitas: 22 de março
* Divulgação da programação preliminar do Festival: 02 de abril
Referências
1. http://www.flisol.info/
2. http://wiki.softwarelivre.org/Festival4/ChamadaDeTrabalhos
3. http://papers.softwarelivre.org/
4. http://festival.softwarelivre.org/4/papers/speaker/
5. http://wiki.softwarelivre.org/Papers/ProponentManualPt
6. http://wiki.softwarelivre.org/Papers/Propo...lassificationPt
7. mailto:festival4@softwarelivre.org
2/21/2009 | Marcadores: Cibercultura, Cultura Livre, Desenvolvimento, Eventos, Inclusão Digital, Software Livre | 0 Comments
Zeebo - ou idéias alternativas para um Video Game fazer sucesso
Ví ontem no BR-Linux uma chamada sobre o lançamento do video game brasileiro Zeebo, uma parceria entre Tectoy e diversas outras empresas.
O hardware do console é, de longe, muito atrasado se comparado aos da atual geração de video games. Os gráficos lembram mais jogos do PSONE. O preço talvez também não seja dos melhores (R$ 599!!!) apesar dos jogos variarem entre R$15, R$30 reais.Apesar dessas desvantagens, vejo que o Zeebo pode aproveitar suas características de conexão e transformar-se numa plataforma vencedora. Não que acredite que ela irá desbancar o PlayStation 3 ou o Wii, mas o console poderá encontrar o seu nicho e conseguir uma boa base de usuários e adeptos. Vou lançar duas idéias:
a) A conexão 3G grátis poderá criar uma comunidade grande de jogadores virtuais, que comprarão mais jogos e, acredito, mais video games. Bons títulos para o console poderão criar essas comunidades naturalmente: um FPS como o Counter Strike, e um bom MMORPG apenas aumentarão o número de pessoas querendo participar dessa grande comunidade de jogadores ao redor do Zeebo - o que significa mais consoles vendidos. Vale lembrar que a cobrança de uma taxa para jogar online tem todo o potencial de destruir o sucesso do console nessa área;
b) Disponibilizar um SDK para desenvolvimento de jogos por desenvolvedores de todos os tipos. Isso poderia alavancar o desenvolvimento de jogos no país, fazendo surgir várias empresas no ramo. Esses desenvolvedores poderiam fazer suas criações e disponibilizá-las na loja virtual de jogos do Zeebo. Talvez fazer um SDK seja muito caro, mas liberar um Kit de desenvolvimento mínimo já seria interessante. Nem que fosse apenas apontando, tipo "o console é compatível com OpenGL, C++ e Java". Essa é uma idéia vencedora na Apple, e tem a força de trazer mais desenvolvedores, aumentar o número de aplicativos na plataforma e ainda fortalecer a economia local. E vender mais consoles!
c) Permitir que o video game possa navegar livremente pela Internet também será uma qualidade ao Zeebo. Ele poderia ser vendido com essa caracterítica a mais, agregando valor ao produto, que passa a ser não um console de jogos, mas uma plataforma de conexão à rede. Nessa categoria somaria-se também a possibilidade dele exibir filmes digitais e tocar mp3;
Em suma, são algumas idéias para o pessoal do Zeebo. Já vimos na história dos consoles de video game plataformas que, em suas gerações, não eram as melhores em termo de hardware, mas conseguiram fazer bastante sucesso em número de vendas e jogadores (foi assim na era 16bits, na luta entre SNES e Mega Drive; vimos novamente quando o PlayStation e seus 32bits venceram o Nintendo 64).
Particularmente, acredito que o Zeebo tem um potencial para tornar-se uma plataforma de jogos de sucesso aqui no Brasil. Principalmente agora que a Sony não lançará a família PS no país.
E quero Capoeira Legends: Path to Freedom nele!
2/21/2009 | Marcadores: Jogos, Video | 0 Comments
Manifesto de apoio à Rádio Muda
Como forma de fomentar a construção de Rádios Comunitárias, e em apoio aos colegas "Mudeiros", quero reinterar que na pasta compartilhada do 4shared você encontra o Manual de Construção de Mini Transmissor FM. Fique a vontade para experimentar.
Segue o Manifesto da Rádio Muda:
Os Piratas nos atacaram.
Sequestraram nosso timoneiro DJ Computer.
Hoje, dia 19/02/2009, às 5 da manhã, doze Piratas Federais (PF) saquearam todos os equipamentos do estúdio da Rádio Muda, rádio livre que funciona há mais de 20 anos em Barão Geraldo, Campinas-SP.
Em uma ação decorrente da "Operação Silêncio", que fechou diversas rádios em todo o país, um bando de 14 homens, 12 agentes federais, 2 chaveiros (um para segurar a chave e outro para rodar?), liderados por um delegado, tomaram de assalto o estúdio a mando da juíza substituta Fernanda Soraia Pacheco Costa. Vandalizaram o estúdio, rasgaram cartazes e confiscaram todos os equipamentos. Nao havia nenhum mudeiro no momento da ação sórdida.
A Rádio Muda é uma rádio que não é ilegal, nem legal, é uma rádio livre, pois, assim como inúmeras outras, não possui fins comerciais, não pratica proselitismo religioso nem político partidário, e atua de maneira integrada a sua vizinhança, estabelecendo uma relação de reciprocidade através da qual quem ouve, pode falar, ou seja, todo ouvinte é um emissor em potencial. Espalhadas pelo Brasil e pelo mundo, essas rádios baseiam-se na legitimidade que suas comunidades e vizinhanças lhe conferem. Atua com baixa potência e atinge apenas uma pequena região da cidade de Campinas. Ao invés da legalidade exigida por leis estatais que legitimam um sistema corrupto e viciado de concessão de radiodifusão, a legitimidade deste tipo de prática deve ser protegida como liberdade de expressão e organização local.
Qual é o papel da radiodifusão hoje?
As rádios comerciais, consideradas legais, integram o território nacional a partir de interesses comerciais e culturais homogeneizantes. As rádios livres, consideradas ilegais, permitem que a pluralidade cultural seja livremente expressa. Tudo aquilo que não encontra espaço na lucrativa e monopolizada mídia comercial tem a possibilidade de vazão nos meios geridos pela própria população.
Mundialmente a mídia é controlada por 10 conglomerados. 40 empresas estão ligadas direta ou indiretamente a eles. No Brasil, 90% da mídia é controlada por 13 famílias. Em Campinas, a RAC (Rede Anhanguera de Comunicação) controla os principais meios de comunicação da cidade e região.
Centenas de rádios não comerciais espalhadas pelo Brasil e pelo mundo atuam no sentido contrário a essa situação de monopólio, reafirmando a capacidade de toda e qualquer pessoa de produzir informação.
Rádio Livre derruba avião?
Um dos principais argumentos contra às rádios livres e de baixa potência é que constituem séria ameaça para tráfego aéreo e a comunicação de emergência. Porém, nunca um acidente aéreo foi causado por este tipo de radiodifusão. Aliás, se fosse fácil assim, com umas mil rádios comunitárias, Sadam teria vencido a invasão de Bush no Iraque.... será que ele não pensou nisso, ou será que esta informação "técnica" não faz o menor sentido?
Pra quem não sabe, aviões operam em uma frequência de rádio acima da faixa de frequência das rádio FM. Para que uma rádio FM interfira nas transmissões aéreas de rádio, é necessário primeiro que o transmissor esteja desregulado e sem filtros. Hoje em dia, é muito comum o uso de transmissores que possuem filtros de harmônicos e filtros passa-faixa, que mesmo não sendo homologado pela Anatel, está dentro da máscara de transmissão da norma brasileira de radiodifusão, ou seja, que passou por um teste técnico no qual um analisador de espectro comprova que fora da frequência de transmissão o sinal é fortemente atenuado, o que comprova sua a precisão e a capacidade de não interferência de um transmissor. O segundo fator é a potência do transmissor.
A prática mostra que as rádios livre funcionam com transmissores de baixa potência (potências altas significam custos altos). Comparados aos transmissores das rádios comerciais, com potências gigantes, não representam perigo de interferência nas comunicações aéreas, mesmo com um transmissor não perfeitamente construído. Quem tem que cuidar da aferição dos seus transmissores potentes são as grandes rádios comerciais, que apresentam altos riscos de interferência na comunicação aérea!
Piratas?
Piratas são as rádios comerciais que querem o ouro!
Não estamos atrás do lucro.
Livre?
O sistema de leis estatais prevê que a organização e concessão do direito de uso para as frequências de rádio seja realizado por um grupo de pessoas restrito- técnicos, especialistas, políticos e grupos econômicos. A comunicação livre não reconhece o governo como única entidade capaz de elaborar leis e regras relativas ao funcionamento dos meios de comunicação.
Propomos, através da prática, a apropriação e utilização de qualquer meio de comunicação e tecnologia. Todas as tecnologias são e deveriam ser consideradas bens universais destinadas ao desenvolvimento humano, sua inteligência, afeto e comunicação. O conhecimento não pode ser aprisionado por leis medíocres que se baseiam em interesses mesquinhos de grupos políticos e econômicos ou mesmo de leis que não comportam a capacidade da população de produzir suas próprias informações, a partir de meios de comunicação geridos coletivamente.
Comunicação se realiza diariamente, nos momentos mais cotidianos. Ampliar essa comunicação de uma pessoa ou grupo através de meios tecnológicos é uma possibilidade e prática que amplia a democracia e a capacidade das pessoas de se comunicarem entre si: falando, ouvindo, produzindo e questionando.
A comunicação está em todos nós, muito antes de existirem governos e leis que a regulamentassem: livre, intrínseca, potente e transformadora.
Conclamamos todos e todas a produzirem mais e mais meios de comunicação.
Não precisamos nos submeter ao monopólio!
Nesse carnaval, sintonize-se, atue: ações pela mídia livre espalhadas pelo território.Organize próprias ações!
A Muda não se cala!!! Voltaremos a transmitir em breve!!!
2/20/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Contravenções, Cultura Livre, Política | 0 Comments
Gilberto Dupas - Ciborque e o Mundo que vem por aí
Na verdade, as relações de trabalho, submissão, política, capital... tudo isso era pautado por Dupas em seus textos. Para ele, as novas configurações do homem não abalavam a teoria social clássica, dos teóricos economistas e sociais. Ou seja, ele também não era dado ao que alguns escritores marxistas fazem de simplesmente negar a realidade que os cercam.

Em suma, era um homem de brilhantismo ímpar nestes tempos. Segue seu texto, publicado no Estado de São Paulo:
-- Ciborque e o Mundo que vem por aí
Avida humana é finita. No entanto, a aceitação da morte está sumindo lentamente do nosso horizonte simbólico, cultural e social por conta das conquistas sucessivas da ciência biomédica. Prolongar a vida a qualquer preço tornou-se o objetivo maior. A socióloga Celine Lafontaine lembra que sempre clamamos pela imortalidade. Panteões, academias, memoriais, nomes de ruas e viadutos pelo mundo afora atestam nosso desejo de eternidade.
Agora a onda das biociências reativou a fantasia da eterna juventude. O biologista Aubrey de Grey garante que “a pessoa que viverá eternamente já nasceu”. Clonagem, alterações genéticas, criogenia e prolongamento artificial da vida são práticas correntes. A proliferação cultural do mito do ciborgue e do pós-humano marca nossos próximos passos.
A extensão das fronteiras decorre dos avanços biomédicos. O agonizante mantido vivo em UTIs, entubado, atado a fios, tubos e aparelhos cada vez mais invasivos, é visto pelo antropólogo Chris Hables Gray como o tipo ideal de ciborgue. A decifração dos códigos e programações genéticas promete o acesso ao segredo da vida. Para a socióloga Dorothy Nelkin, a sacralização da ideia de que os genes são imortais se reflete no fetichismo do DNA, que se supõe conter a essência da individualidade subjetiva.
Relíquia do mundo pós-moderno, cada fragmento de DNA abrigaria, na retórica do genoma, a essência informacional de uma pessoa e sua identidade genética. O nascimento de Dolly marcou nossa entrada definitiva na era da pós-mortalidade. As células-tronco são uma mina de ouro para o desenvolvimento da medicina regenerativa dos tecidos. A ideia de reagrupar estratégias e intervenções terapêuticas visando reparar tecidos danificados do corpo humano restringiria a morte a acidentes extraordinários ou destruição extrema das forças vitais.
Do transplante de órgãos às terapias genéticas, passando pela fabricação de tecidos de substituição, a indústria biofarmacêutica e a medicina regenerativa assumem o biocontrole de uma sociedade que se quer pós-mortal. Seus passos são estimular mecanismos de autorreparação; implantar tecidos ou órgãos produzidos fora do corpo; rejuvenescer células que afetam o relógio biológico; e, por meio da nanotecnologia, reconstruir corpo e cérebro em escala molecular com adição de inteligência artificial. Esse modelo quer libertar o humano da “prisão biológica da mortalidade” por meio da sua fusão com a máquina.
Ray Kurzweil sustenta que o organismo humano é obsoleto. A ideia é fazer o download do conteúdo da inteligência humana em uma máquina a fim de obter sua existência pós-biológica. O sociólogo William Sims Bainbridge e o prêmio Nobel de Física Norbert Wiener afirmaram que será possível brevemente gravar o conteúdo de um ser humano em um CD e transportá-lo nos bolsos, o que eles aplaudem como a libertação do corpo, visto como suporte frágil e falível. O paciente em estado de morte cerebral é o protótipo do ciborgue. E as nanotecnologias são consideradas a solução miraculosa para a fragilidade humana e da morte, fazendo a hibridação entre o natural e o artificial.
Para Eric Gullichsen o cérebro é a alma neurológica, o DNA faz a alma molecular e as nanotecnologias criarão a alma atômica. Em suma, trata-se de física quântica, microeletrônica, informática, biologia molecular com a engenharia molecular e cibernética manipulando matéria reorganizada em nível atômico e fazendo a fusão entre as espécies viventes e as máquinas.
Para o cientista Robert A. Freitas, “a nanomedicina pode aprender a inverter completamente as falhas celulares e fazer os idosos recuperarem boa parte da saúde e da juventude, da força e da beleza, desfrutando de uma extensão quase indefinida de sua vida”. Em Becoming Immortal, Stanley Shostak propõe modificar geneticamente o corpo humano a fim de parar seu crescimento biológico antes do período de puberdade.
Os indivíduos assim transformados poderiam viver indefinidamente. Tornados estéreis pelo bloqueio artificial de seu desenvolvimento, eles não seriam nem homens nem mulheres, mas seres assexuados e fisicamente imaturos, ainda que intelectualmente adultos.
O modelo desenvolvido por Shostak é largamente inspirado pela figura teórica do ciborgue tal como a elaborou Donna Haraway. Meio natural e meio artificial, meio homem e meio mulher, o ciborgue é um ser emancipado da prisão da diferença sexual, da opressão de gêneros e da procriação. Dissociada da sexualidade, a procriação seria feita tecnicamente em útero artificial. Pobres de nós!
Evocando a hipótese de uma superpopulação causada pelo aumento da longevidade, os cientistas defensores dessas ideias propõem limite radical aos nascimentos.
Num brado exacerbado de hedonismo e individualismo, afirmam que entre escolher viver eternamente ou nos reproduzir, a grande maioria de nós optaria pela imortalidade. Querer ultrapassar as fronteiras da morte é, para Christopher Lasch, nosso fantasma narcísico como capazes de lidar com os limites da condição humana.
O biocapital, figura maiúscula da economia globalizada, com essas linhas de pesquisa deixa entrever uma nova forma de dominação e de desigualdade. Enquanto anuncia o alongamento sem fim da expectativa de vida das gerações mais velhas a custos exorbitantes, cerceando o espaço essencial da alternância de gerações, reduz a saúde dos jovens estimulando o consumismo que provoca obesidade, diabetes, cânceres e outras doenças sistêmicas geradas pelas contaminações e pela inatividade física.
Quem gostaria de viver nessa sociedade que os arautos do futuro anunciam?Fonte: Ecce Medicus
2/18/2009 | Marcadores: Cibercultura, Pós-humano | 0 Comments
Começou o julgamento do The Pirate Bay

O pessoal está sendo acusado de quebra de direito autoral, pirataria e demais crimes que todo mundo que baixa a maioria de áudios, filmes e textos da Internet, hoje, segundo as leis convencionais, está cometendo.
Para mim, esse julgamento poderá ser um marco para uma nova concepção de produção e distribuição de mídia pela Internet. Ele terá apenas dois desfechos: ou irá acusar os camaradas do servidor, talvez prendê-los, para depois perceberem que não adiantou de nada pois outros sites continuarão disponibilizando músicas, filmes, textos, etc; ou talvez vejamos uma real necessidade de uma nova legislação sobre o direito do autor, mais condizente com o atual estágio tecnológico, que não transforme todo mundo em criminosos - como a Lei do Azeredo, aqui no Brasil, está querendo fazer.
- O próprio site Spectrial montado pelos “piratas suecos” - que está neste momento offline devido ao enorme afluxo de tráfego que o interesse pelo julgamento suscitou.
- O canal de vídeo no Bambuser para assistir a todas as imagens em directo relacionadas com o evento.
- Um site com traduções de sueco para inglês das audiências do julgamento.
- Uma wiki criada pelo Jarfa onde se pretende traduzir de forma colaborativa as traduções de inglês para português.
- Twitter: uma forma mais rápida e célere consiste também em pesquisar pelo Twitter pela hashtag #spectrial ou #spectrial-pt. Outra alternativa passa por seguir a Sofia, uma cidadã sueca que se encontra a residir em São Francisco. Para compreenderem as abreviaturas que ela está a usar aconselho esta explicação que ela publicou no seu blog.
- O próprio Brokep abriu uma conta no Twitter para fazer a cobertura em modo live blogging do julgamento. Curioso o pormenor engraçado de o procurador não saber distinguir entre megabits e megabytes.
- Finalemente, o blogger Zondron publicou também uma lista de vários recursos em sueco e em inglês.
Fontes: Remixtures, de Miguel Caetano.
2/16/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Eventos, Política | 0 Comments
A História das Coisas
Espero que você já tenha refletido sobre isso.
2/12/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Contravenções, Política, Video | 0 Comments
Pontos de Cultura do Piauí discutem software e cultura livres
Pontos de Cultura do Piauí discutem software e cultura livres
De 11 a 14 de fevereiro, equipe do CDTL promove atividades de formação, com foco em produção multimídia
Durante quatro dias, o Encontro de Conhecimentos Livres do Piauí irá reunir Pontos de Cultura, ativistas e interessados por software e cultura livres, nas oficinas de Áudio, Vídeo, Metareciclagem e Introdução à Programação, promovidas pelo Centro de Desenvolvimento em Tecnologias Livres (CDTL), Pontão de Cultura Digital de Pernambuco. As atividades acontecem de 11 a 14 de fevereiro, no Ponto de Cultura Nos Trilhos do Teatro e Casa Brasil Hip Hop. As inscrições para as oficinas podem ser feitas no site www.tecnologiaslivres.org. Dúvidas e outras informações: (81) 3423-4580 ou contato@tecnologiaslivres.org.
Confira abaixo datas, horários e resumos das oficinas:
Oficina de Áudio
Data: 11 a 14 de fevereiro de 2009
Horário: 09 às 13h e das 14h às 18h
Local: Casa Brasil Hip Hop, Praça da Integração, s/n, Quadra 23, Parque Piauí, Zona Sul (anexo à Escola Cícero Portela)
Oficineiro: Leo Guedes
Vagas: 10
Objetivo: A oficina tem como objetivo mostrar uma visão geral sobre as técnicas de produção em áudio, utilizando plataformas de código aberto/livre, tais como Audacity, Ardour e Jack. A idéia é que os participantes possam, ao final da oficina, ser capazes de desenvolver seus próprios trabalhos musicais, tais quais gravações, trilhas, vinhetas, programas de rádio, etc.
Oficina de Vídeo
Data: 11 a 14 de fevereiro de 2009
Horário: 09 às 13h e das 14h às 18h
Local: Casa Brasil Hip Hop, Praça da Integração, s/n, Quadra 23, Parque Piauí, Zona Sul (anexo à Escola Cícero Portela)
Oficineiro: José Fernando "Wakko"
Vagas: 10
Objetivo: Durante a oficina de Vídeo, os participantes aprenderão sobre utilização básica da câmera, dicas para boa utilização da luz natural nas filmagens, introdução à edição de vídeo digital, captura de vídeos de uma fonte digital e princípios de edição com os softwares Cinelerra e Kino.
Oficina de Metareciclagem
Data: 11 a 14 de fevereiro de 2009
Horário: 09 às 13h e das 14h às 18h
Local: Casa Brasil Hip Hop, Praça da Integração, s/n, Quadra 23, Parque Piauí, Zona Sul (anexo à Escola Cícero Portela)
Oficineiro: Fábio Moura
Vagas: 10
Objetivo: Desmistificar o funcionamento de computadores, possibilitando a perspectiva da tecnologia como ferramenta de comunicação. Serão apresentados todos os componentes de um computador, os alunos montarão e pintarão uma máquina a partir das peças disponíveis, bem como aproveitarão o material para produção de "artesanato tecnológico", criando bijuterias, objetos de decoração e moda.
Oficina de Introdução à Programação
Data: 11 a 14 de fevereiro de 2009
Horário: 09 às 13h e das 14h às 18h
Local: Ponto de Cultura Nos Trilhos do Teatro
Av. Miguel Rosa s/nº, galpão 03, antiga Estação Ferroviária
Oficineiro: Pedro Jatobá
Vagas: 10
Objetivo: Será discutida a forma de funcionamento de um computador, explorando a "linguagem de máquina", como ela funciona e como ela é criada, chegando ao conceito de linguagens de programação. Em seguida os participantes aprenderão como utilizar essas linguagens, partindo para a lógica de programação.
2/09/2009 | Marcadores: Cultura Livre, Eventos, Inclusão Digital, Software Livre | 1 Comments
13 anos da Declaração de Independência do Ciberespaço
"Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente (...) peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une (..)"
É um texto ainda bastante atual, principalmente nesse momento em que se discute leis que pretendem estancar a neutralidade do ciberespaço. Servidores dedurando internautas, fim do compartilhamento, violação de e-mails... tudo isso está sendo pautados em congressos de países do mundo todo. Cabe a nós garantirmos nossa liberdade, impedir que os mecanismos da Sociedade do Controle nos afetem em mais esse ambiente.
Segue o texto:
DECLARAÇÃO DE INDEPENDÊNCIA DO CIBERESPAÇO
Por John Perry Barlow
Governos do Mundo Industrial, vocês gigantes aborrecidos de carne e aço, eu venho do espaço cibernético, o novo lar da Mente. Em nome do futuro, eu peço a vocês do passado que nos deixem em paz. Vocês não são bem vindos entre nós. Vocês não têm a independência que nos une.
Os governos derivam seu justo poder a partir do consenso dos governados. Vocês não solicitaram ou receberam os nossos. Não convidamos vocês. Vocês não vêm do espaço cibernético, o novo lar da Mente.
Não temos governos eleitos, nem mesmo é provável que tenhamos um, então eu me dirijo a vocês sem autoridade maior do que aquela com a qual a liberdade por si só sempre se manifesta.
Eu declaro o espaço social global aquele que estamos construindo para ser naturalmente independente das tiranias que vocês tentam nos impor. Vocês não têm direito moral de nos impor regras, nem ao menos de possuir métodos de coação a que tenhamos real razão para temer.
Vocês não nos conhecem, muito menos conhecem nosso mundo. O espaço cibernético não se limita a suas fronteiras. Não pensem que vocês podem construí-lo, como se fosse um projeto de construção pública. Vocês não podem. Isso é um ato da natureza e cresce por si próprio por meio de nossas ações coletivas.
Vocês não se engajaram em nossa grande e aglomerada conversa, e também não criaram a riqueza de nossa reunião de mercados. Vocês não conhecem nossa cultura, nossos códigos éticos ou falados que já proveram nossa sociedade com mais ordem do que se fosse obtido por meio de qualquer das suas imposições.
Vocês alegam que existem problemas entre nós que somente vocês podem solucionar. Vocês usam essa alegação como uma desculpa para invadir nossos distritos. Muitos desses problemas não existem. Onde existirem conflitos reais, onde existirem erros, iremos identificá-los e resolvê-los por nossos próprios meios.
Estamos formando nosso próprio Contrato Social. Essa maneira de governar surgirá de acordo com as condições do nosso mundo, não do seu. Nosso mundo é diferente.
O espaço cibernético consiste em idéias, transações e relacionamentos próprios, tabelados como uma onda parada na rede das nossas comunicações.
Nosso é um mundo que está ao mesmo tempo em todos os lugares e em nenhum lugar, mas não é onde pessoas vivem.
Estamos criando um mundo que todos poderão entrar sem privilégios ou preconceitos de acordo com a raça, poder econômico, força militar ou lugar de nascimento.
Estamos criando um mundo onde qualquer um em qualquer lugar poderá expressar suas opiniões, não importando quão singular, sem temer que seja coagido ao silêncio ou conformidade.
Seus conceitos legais sobre propriedade, expressão, identidade, movimento e contexto não se aplicam a nós. Eles são baseados na matéria. Não há nenhuma matéria aqui.
Nossas identidades não possuem corpos, então, diferente de vocês, não podemos obter ordem por meio da coerção física. Acreditamos que a partir da ética, compreensivelmente interesse próprio de nossa comunidade, nossa maneira de governar surgirá. Nossas identidades poderão ser distribuídas através de muitas de suas jurisdições.
A única lei que todas as nossas culturas constituídas iriam reconhecer é o Código Dourado. Esperamos que sejamos capazes de construir nossas próprias soluções sobre este fundamento. Mas não podemos aceitar soluções que vocês estão tentando nos impor.
Nos Estados Unidos vocês estão criando uma lei, o Ato de Reforma das Telecomunicações, que repudia sua própria Constituição e insulta os sonhos de Jefferson, Washington, Mill, Madison, deTocqueville and Brandeis. Esses sonhos precisam nascer agora de novo dentro de nós.
Vocês estão apavorados com suas próprias crianças, já que elas nasceram num mundo onde vocês serão sempre imigrantes. Porque têm medo delas, vocês incumbem suas burocracias com responsabilidades paternais, já que são covardes demais para se confrontarem consigo mesmos.
Em nosso mundo, todos os sentimentos e expressões de humanidade, desde os mais humilhantes até os mais angelicais, são parte de um todo descosturado; a conversa global de bits. Não podemos separar o ar que sufoca daquele no qual as asas batem.
Na China, Alemanha, França, Rússia, Singapura, Itália e Estados Unidos, vocês estão tentando repelir o vírus da liberdade, erguendo postos de guarda nas fronteiras do espaço cibernético. Isso pode manter afastado o contágio por um curto espaço de tempo, mas não irá funcionar num mundo que brevemente será coberto pela mídia baseada em bits.
Sua indústria da informação cada vez mais obsoleta poderia perpetuar por meio de proposições de leis na América e em qualquer outro lugar que clamam por nosso próprio discurso pelo mundo.
Essas leis iriam declarar idéias para serem um outro tipo de produto industrial, não mais nobre do que um porco de ferro. Em nosso mundo, qualquer coisa que a mente humana crie, pode ser reproduzida e distribuída infinitamente sem nenhum custo. O meio de transporte global do pensamento não mais exige suas fábricas para se consumar.
Essas medidas cada vez mais coloniais e hostis os colocam na mesma posição daqueles antigos amantes da liberdade e auto- determinação que tiveram de rejeitar a autoridade dos poderes distantes e desinformados.
Precisamos nos declarar virtualmente imunes de sua soberania, mesmo se continuarmos a consentir suas regras sobre nós. Nos espalharemos pelo mundo para que ninguém consiga aprisionar nossos pensamentos.
Criaremos a civilização da Mente no espaço cibernético. Ela poderá ser mais humana e justa do que o mundo que vocês governantes fizeram antes.
Davos, Suíça, 8 de fevereiro de 1996.
John Perry Barlow é um fazendeiro de rebanho aposentado, um lírico do Grateful Dead e co-fundador da Eletronic Frontier Foundation (Fundação da Fronteira Eletrônica).
Texto extraído do site da Rede de Direitos Humanos e Cultura – Dhnet (www.dhnet.org.br)
2/08/2009 | Marcadores: Artevismo, Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Eventos, Política, Pós-humano | 1 Comments
A Internet em 2020: Propriedade Intelectual
Os textos são bastante interessantes. Versam sobre mobilidade, interfaces entre outros. Para nós, leitores e leitoras deste blog, nos interessa bem mais os tópicos sobre propriedade intelectual e privacidade e transparência.
Sobre Propriedade Intelectual, nas palavras do professor, "o PIP prevê que... Those working to enforce intellectual property law and copyright protection will remain in a continuing arms race, with the crackers who will find ways to copy and share content without payment… na próxima década continuará a disputa entre os donos de copyright e defensores de propriedade intelectual, de um lado, e crackers [e/ou piratas] do outro; a cada nova barreira contra disseminação de conteúdo imposta pelos primeiros, os segundos desenvolverào contra-medidas capazes de desbloquear o "material" e disseminá-lo sem pagamento de direitos, na rede".
Ou seja, não é visível a mudança na atual configuração nas disputas sobre direitos autorais no ciberespaço, nos próximos 10 anos. Eu particularmente acho que, de certa forma, existe um quê de razão nisso, mas não concordo totalmente. Acontece que essa briga será decidida nos tribunais, e não sei se o PIP fez essa pesquisa junto a advogados e juristas. Outra coisa: a forma como se desenrolará outras questões relacionadas ao tema poderão atingir a questão do direito autoral na web. Falo sobre as possibilidades para uma nova lei internacional de patentes - ou, no caso dos softwares, pelo fim das patentes.
Em contrapartida, foi escrito um artigo chamado "Pirates and Samaritans: a Decade of Measurements on Peer Production and their Implications for Net Neutrality and Copyright", em que os autores prevêem o fim do copyright em 2010.
Pois bem, temos aí muita coisa a ser refletida. Escreverei sobre privacidade e transparência em outro post, ok?
2/08/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Política | 0 Comments
Compartilhando cibercultura, cultura livre, software livre e contravenções
Olá, comparsas,
Para começar, dividi-a em três categorias: Anarquismo, Cultura Livre e Software Livre.

Bem, existe muito material aqui pelo meu computador, por isso irei upando as coisas aos poucos. Enquanto isso, vá apreciando os seguintes textos:
* Anarquismo:
* Paris, Maio de 68 - Tradução do Coletivo Baderna;
* TAZ - Zona Autônoma Temporária, de Hakim Bey;
* Cultura Livre
* Cultura Livre, de Lessig;
* Copyright e Maremoto, do Wu Ming;
* Manual de Construção do Mini-Transmissor de Radio - Editora Deriva;
* Software Livre
* Software Livre - a Luta pela Liberdade do Conhecimento, de Sérgio Amadeu
Segue o link da pasta.
2/02/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Livro, Política, Software Livre, Video | 3 Comments













