Tocando para a Mudar



Nesses tempos de Fórum Social Mundial, nada como um projeto que em forma de documentário, colaborativo, feito com e por pessoas de várias partes do mundo.

Foram gravados áudio de diversas comunidades, músicos de rua, pessoas totalmente distantes geograficamente e montaram a idéia. Existe um DVD falando sobre o projeto que contém as músicas gravadas.

Visite: http://playingforchange.com/

Ah! E quem estiver acompanhando o FSM, favor deixar um comentário aqui! Estou pulando de blog em blog, lendo o que o pessoal está escrevendo sobre esse encontro tão importante para a troca de idéias e vivências entre pessoas de tantos lugares.

Hackers furam bloqueio a cerveja na Campus Party

É, comparsas... privem as liberdades de um hacker que ele agirá contra você! Direto da Folha Online:


Para protestar contra a proibição da venda de bebidas alcoólicas na Campus Party, participantes do evento estão promovendo leilões de cerveja. A comercialização é feita por meio de um megafone, com uma lata do produto à mostra sem qualquer tipo de interferência dos seguranças.

Em um leilão realizado na noite desta segunda-feira (19), a jornalista Lívia Forte, 26, arrematou uma lata de cerveja por R$ 12. "Comprei pelo prazer de ir contra. Não gosto dessa coisa de 'não pode'. É o meu protesto", afirma.


Os organizadores da venda pública afirmam que o produto é trazido "camuflado" por "campuseiros" e passa despercebido pela segurança do evento. O dinheiro conseguido com a comercialização é supostamente utilizado para a compra de bebidas "mais sofisticadas".

"Esse é um evento de tecnologia e também é social, as pessoas precisam disso para socializar", afirma o programador Vinicius K-Max, um dos organizadores dos leilões --no ano passado, K-Max ganhou notoriedade na Campus Party com um "trote". "É um absurdo que pessoas maiores de idade não possam beber." A informação é que amanhã será leiloada uma garrafa de whisky Red Label.

A justificativa para a proibição da bebida na Campus Party é o fato de a feira permitir a entrada de menores de 18 anos, desde que acompanhados pelos pais. A organização promete expulsar as pessoas que forem encontradas portando, bebendo ou comprando o produto.

Há também participantes que saem do Centro de Exposições Imigrantes, na zona sul de São Paulo, onde é realizado o evento, para beber. Eles pegam um ônibus para ir até o bairro do Jabaquara e entrar em bares.

Trinha: Nerdson não vai à escola

Protesto a favor de Gaza no Second Life



Manifestantes a favor de Gaza no Second Life: muda-se o ambiente, mas não as práticas. Uma forma de ciberativismo, mas não é a maneira que acho mais interessante.

A questão das manifestações de rua são fundamentais para levantar apoio da opinião pública, que sim, vive e está nas ruas. Levar essa prática ao ciberespaço é uma forma também de conquistar a opinião pública... mas as realidades virtuais como o Second Life estão já desenvolvidas o suficiente, já conseguiram fazer uma "intersecção" com o mundo real, afim de ter uma representação signifativa deste em si? Resumindo: existe uma opinião pública a ser conquistada em realidades virtuais como a que existe nas ruas das cidades?

De fato, creio que não. Mas, claro, isso não inviabiliza o manifesto do pessoal. Como outras formas de ativismo, vale a pena quando se articula também outras ações, como blogagem sobre o tema e até invasão de site - uma forma mais direta de contravenção.

E vocês, car@s comparsas? Que acham?

O preço do fim do DRM: US$ 1,8 bilhão

iTunes terá acervo livre de DRM, mas a indústria cobrou seu preço.


A indústria musical não abriu mão de proteção à cópia no iTunes de graça. Para atualizar seu acervo, os usuários terão que pagar R$ 0,30 por faixa. Um post no TechCrunch destaca que o valor, multiplicado pelos 6 bilhões de músicas já vendidos pelo o iTunes, somaria potencialmente US$ 1,8 bilhão.

Mas, ainda assim, o movimento mostra que não foi apenas o clamor dos consumidores ou a insistência da Apple, que desde 2007 vem lutando abertamente pelo fim do DRM, que demoveram as gravadoras de proteger com unhas e dentes seu acervo.

De qualquer forma, com as quatro grandes gravadoras – EMI, Sony, Universal e Warner – alinhadas à nova política, pode se considerar que a era do DRM na música chegou ao fim.

Fonte: Daniela Moreira, de INFO Online

Acompanhando os conflitos em Gaza: Gazatalk


Que a construção da midia pela Internet através de sites, blogs, micro-blogs, redes sociais e demais ferramentas é mais rápida e democrática que a midia convencional, "de papel", não é novidade para ninguém.

Quem lembra dos atentados de 11 de setembro, onde vários blogueiros colocavam na web o que viam, diretamente do local do atentado, com vários e diferentes pontos de vista? E demais entusiastas dos até então "diários virtuais", colocando sobre a reação das pessoas em diversos países? Tudo bem que a televisão também estava lá, de forma pouco democrática pois teríamos apenas um ponto de vista. E os jornais "de papel" só iriam retratar os fatos no dia seguinte.

Ressalta-se também a importância que os jornalistas tem para com a informação em zonas de conflitos, como o terrível massacre atual na Faixa de Gaza, perpretado por Israel. Apontar o que está ocorrendo, as crueldades, os crimes de guerra, o genocídio, é quase que uma obrigação para o bom jornalista. Infelizmente, Israel não permite a entrada de equipes de reportagem em Gaza. Toda a notícia que os meios de comunicação convencionais estão passando são filtradas pelo exército israelita, pois nada pode sair dos muros de Gaza.

Tentando reunir a velocidade e liberdade de produção de material da Internet, com a tentativa de se conseguir notícias direto da zona de conflito, e também como uma forma de hackerativismo/ciberativismo, um grupo de militantes construiu o site Gazatalk. Lá estão reunidos postagens de diversos blogs, tweeters diretamente da zona de conflito, videos e demais material multimídia produzidos por grupos e pessoas pró-palestina. Também existe uma campanha de apoio à causa Palestina que, diga-se, nunca poderia ser limitada apenas aos momentos de conflito direto entre as partes.

Vale a visita.

Defendendo o GNU/Linux

O Augusto, do BR-Linux, publicou uma tradução do Linux Advocacy Mini-HOWTO, documento que dá boas dicas sobre como defender o Linux de forma efetiva. Segue texto explicativo:

"Nossa comunidade cresce rapidamente, e constantemente agrega novos membros que acreditam que tomar uma posição pró-Software Livre significa zombar dos outros participantes do mercado, justificar escolhas baseando-se apenas na ideologia, copiar o trabalho alheio sem mencionar a origem, e tomar atitudes ferrenhas e dogmáticas levando a brigas paroquiais (no estilo vi X Emacs, MySQL X PostgreSQL e tantas outras). Este tipo de atitude é inevitável, e muitos membros da comunidade evoluem rapidamente, embora existam os que persistam em comportamentos tacanhos, como escrever errado de propósito o nome de outros participantes e produtos, ou fazer comparações ofensivas com portadores de deficiências mentais e seguidores de determinadas religiões.

Por esta razão, resolvi publicar novamente, sem edição, a minha tradução parcial. Veja abaixo, comente, sugira novos itens, e reproduza este texto onde desejar. Todos temos a ganhar! Note que não se trata de normas ou regras, mas sim de sugestões sobre como agir de forma positiva e contribuir para a imagem do movimento pró-Software Livre."

Veja o texto na íntegra.

Instalando o modem Agere v92 em seu GNU/Linux!

Olá a tod@s,


Já faz tempo que não escrevo um poste sobre tutoriais, então já tava na hora de colocar um poraqui. Afinal, não é só de Política que vive este blog.

No entanto, devo confessar que este tutorial é especial. Meu modem Agere v92, que não tinha suporte para GNU/Linux, agora tem e está funcionando que é uma beleza! Lembro que tive que comprar outro softmodem ruim, o Sm56, mas que ao menos consegui instalar.

Este post é baseado no tutorial do Rafael Martins, que instalou o modem em um Arch Linux. Neste post, instalei-o no Kubuntu, das versões 7.10 até a 8.10. Acredito que o procedimento é o mesmo para variadas outras distribuições do GNU/Linux, visto que estou utilizando o código-fonte do driver, e não um pacote pré-compilado para alguma distribuição.

Vale lembrar que é necessário você ter instalado em seu computador as ferramentas necessárias para uma compilação e instalação: gcc, make, etc. Caso tenha dúvidas nessa parte, procure informações sobre compilação de pacotes no GNU/Linux.

Primeiramente, vamos baixar este pacote. Ele contém o código-fonte e demais componentes do driver. Em seguida, vamos descompactar (pelo mouse mesmo) e entrar na pasta. Abra o terminal e entre na pasta descompactada, (agrsm) através do:

cd CaminhoDaPasta

Agora, digite os comandos:
make

E, como root:
make install

Para testar, carregue os módulos (também como root):
modprobe agrmodem
modprobe agrserial

Para testar, digite:
ls -l /dev/ttyA*



Se estiver tudo ok, seu modem irá aparecer.

Agora, ainda como root, iremos criar alguns links necessários para acessar o modem:
ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/ttySAGR
ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/modem

Feito isso, falta testar a conexão. Abra o discador (no meu caso, kppp), e vá em Configurar -> Modem -> Nova. Na janela que se abrir, dê um nome para o modem, vá na aba Modem novamente e clique em Perguntar ao Modem. Agora é só torçer!



Se deu tudo certo até aqui, nos falta apenas criar um script para gerar os links simbólicos ao modem toda vez que algum usuário iniciar a sessão. Então, crie um arquivo texto iniciarModem.sh. Coloque as seguintes linhas:
#!bin/sh
ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/ttySAGR
ln -s /dev/ttyAGS3 /dev/modem

E dê permissão de execução, assim:
chmod +x iniciarModem.sh

Envie, como root, o arquivo para a pasta /etc/init.d. Atenção, essa é uma parte do tutorial que pode diferir para cada distribuição. A pasta que especifiquei acima é responsável por armazenar os scripts que inicializarão automaticamente a cada sessão do GNU/Linux. Essa pasta pode mudar em algumas distribuições mas, em geral, distribuições Debian-like utilizam essa mesma. Procure maiores infrmações sobre a pasta que sua distribuição utiliza.O comando, que deve ser executado como root, é:
mv iniciarModem.sh /etc/init.d/

Finalmente, falta apenas o comando para atualizar o script que contém os links para inicializar os demais scripts após o boot. Novamente, como root:
update-rc.d iniciarModem.sh defaults

Agora, reinicie seu computador e verifique se funcionou tudo bem. Qualquer dúvida ou manifestação, utilize os comentários.

A Conservadora Arte de Vanguarda

Na verdade, o título é um tanto injusto. Não queria dizer que a Arte é por si, conservadora, mas os muitos artistas que se colocam como membros de vanguarda da arte, estes, o são.

Já faz bastante tempo que o pessoal entrou no salão vazio da Bienal de São Paulo, 2008, e fez uma das intervenções mais lindas e radicais que essa imprensa arte-especializada, acostumada com o glamour das grandes galerias, já noticiou. Mas, sempre cabe recordar um pouco. Do CMI:

"A ação ocorreu no dia 26 de outubro, envolveu aproximadamente 40 pichadores e pode ser considerada uma resposta às proposições da curadoria desta Bienal, intitulada "Em vivo contato"; nela "a manifestante Caroline Pivetta da Mota foi presa e passou quase dois meses em regime fechado, sendo liberada no dia 19 de dezembro para cumprir a pena em liberdade ".

Alguns videos documentando o fato:





É interessante como a arte, hoje, perdeu a força e a energia de surpreender, de criticar, de fazer refletir, de subverter, tanto as concepções, a sociedade e ela. Claro, essa nunca foi a postura dominante nos círculos artísticos ao passar da história, mas eles sempre existiram e foram importantes para a discussão e conscientização política em várias épocas. Que o digam, apenas para ficar em dois exemplos, os situacionistas e os tropicalistas.

O que vemos hoje nas faculdades de arte? O que vemos em vários coletivos, pretensa vanguarda intelectual-política? Por acaso, é comum uma contestação da arte in locco, utilizando de seus próprios meios para tal? E seria mais comum ainda o uso da arte enquanto forma de protesto, construção da concepção política, ou algo nesse sentido?

O interessante é que, apesar da postura conservadora da maioria dos atuais grupos artísticos, seu discurso é recheado de menções a contravenção/subversão. Discurso vazio, como aliás vemos em muitos grupos dito "de esquerda" por aí. Para ilustrar melhor o caso da pichação na Bienal, vemos o texto de abertura do guia da exposição, os curadores afirmaram:

"A transformação do andar térreo do Pavilhão Cicillo Matarazzo numa praça pública, como no desenho original de Oscar Niemeyer para o parque em 1953, sugere uma nova relação da Bienal com seu entorno - o parque, a cidade -, que se abre como a ágora na tradição da polis grega, um espaço para encontros, confrontos, fricções. (...) Ao contrário das bienais anteriores, que transformaram o interior do pavilhão modernista em salas de exposição, desta vez o segundo andar está completamente aberto. É nesse território do suposto vazio que a intuição e a razão encontram solo propício para fazer emergir as potências da imaginação e da invenção. Esse é o espaço em que tudo está em um devir pleno e ativo, criando demanda e condições para a busca de outros sentidos, de novos conteúdos".

Porque as palavras foram jogadas fora, exatamente quando na intervenção os artistas buscavam outros sentidos, de novos conteúdos? E perceba, como o jogo linguístico do guia passa uma idéia de abertura para várias linguagens, subversão da arquitetura da Bienal, local de expressão para todos... esta é a falácia que ouvimos de artistas contraventores por aí, que no momento de se construir algo sério, impactante, que provoque a discussão - como no caso dos camaradas da pichadores, que em seu ato questionaram o próprio conceito de arte estabelecido - titubeam e mostram sua verdadeira postura, estritamente conservadora e de estética reducionista.

Estes artistas, que encontramos aos montes em vários lugares, devem temer aquela frase situacionista:

"QUANDO AS IDÉIAS VOLTAM A SER PERIGOSAS!!!"

Ou a esqueceram. Desconfie dos artistas.

"Escute, meu chapa: um poeta não se faz com versos. É o risco, é estar sempre a perigo sem medo, é inventar o perigo e estar sempre recriando dificuldades pelo menos maiores, é destruir a linguagem e explodir com ela (...). Quem não se arrisca não pode berrar." - Torquato Neto

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