Lançada Revista Espírito Livre nº 7
Revista Espírito Livre - Ed. n #007 - Outubro 2009
Estes últimos meses estão realmente dando uma canseira na equipe da revista! Este então… mas não podemos parar e como homenagem ao mês do professor, aquele profissional que mata um leão a cada dia, esta edição da Revista Espírito Livre traz como tema de capa Software Livre na Educação, apresentando em sua maioria matérias de cunho educacional, ora tratadas pelos nossos colunistas já consagrados, ora por convidados.
Será que é possível utilizar o software livre aliado à educação? Quais softwares usar? Como são as experiências de quem já os utiliza? Buscamos nesta edição apresentar respostas firmes e diretas sobre estas e muitas outras indagações que permeiam o meio educacional/acadêmico.
Como entrevistados, esta edição teve o prazer de conversar com Bruno Coudoin, criador do Gcompris, talvez a suite educacional em código aberto mais presente nas distribuições GNU/Linux com algum tipo de apelo a educação. Também conversamos com Bill Kendrick, criador do TuxPaint, outro software amplamente utilizado nas distribuições GNU/Linux. Ambos softwares, que também são encontrados com versões para outras plataformas, mas foram consagrados no sistema do pinguim, apresentam para o novo usuário (também de idade) um jeito diferente de aprender, amparados por uma comunidade em constante mudança. Nossos colunistas fixos também pegaram carona no assunto de capa e debulharam o tema, cada um a sua maneira, enriquecendo ainda mais esta seara que tanto se fala, e tanto se tem a falar. Alexandre Oliva pega no pé daqueles que acreditam que é possível ter software privativo no ambiente educacional, enquanto Juliana Kryszczun fala das Universidades e o software livre, um caminho também abordado por Taurion que também cita o meio acadêmico. Sinara Duarte, Vanessa Nogueira e Roberto Salomon também costuram bem o assunto de capa, apresentando seus pontos de vista em temas relevantes. Tivemos participações especiais, convidados que vieram agregar ainda mais conhecimento com suas experiências, como é o caso de Karla Capucho que fala sobre colaboração, educação e software livre e Jonsue Trapp Martins fala do Paraná Digital, o projeto de inclusão digital das escolas estaduais do Paraná.
Inauguramos também uma nova coluna do Cárlisson, a Warning Zone, que apresenta uma história interessante, que terá sua continuação nas próximas edições. Luiz Eduardo encerra sua série de artigos sobre Computação Gráfica e Software Livre.
Mas isso não é tudo, várias outras matérias que não ligadas à educação também recheam a edição deste mês. Virtualização, NetBSD, xenofobia e TCOS são apenas alguns deles. A seção de cartas, bem como a relação de ganhadores das promoções vigentes também estão presentes. A revista continua premiando os leitores que acompanham nos acompanham pelo Twitter, Identi.ca e demais veículos, então não fique atento, pois novas promoções sempre estão pipocando nestes lugares. No site oficial da revista [http://revista.espiritolivre.org] você também fica sabendo das novidades e tudo que rola na revista.
Agradecemos a todos que não foram citados acima e convidamos cada vez mais aos leitores a participar da criação de uma publicação de excelência, com material de qualidade e competente no que se destina a fazer. Como dito na edição passada, apresentamos um modelo de colaboração onde todos podem participar de alguma forma e isto nos torna únicos. Faça parte você também!
10/08/2009 | Marcadores: Cibercultura, Cultura Livre, Software Livre | 0 Comments
Software Freedom Day 2009 - em Teresina!

Saiba mais no site do PSL-PI.
9/16/2009 | Marcadores: Eventos, Software Livre | 0 Comments
Reforma Eleitoral irá monitorar a Internet? Hahaha!!!
Engraçado como o total desconhecimento e falta de tato com a tecnologia fazem com que nossos congressistas passem por momento assim, digamos, de ingenuidade embaraçante. O senador Azeredo, o mesmo da Lei de Controle da Internet, agora quer impedir uma série de práticas corriqueiras na web que podem fortalecer a campanha eleitoral dos candidatos - além de permitir o debate democrático livre entre os diversos atores na rede.
Essas restrições afetam, por exemplo, portais de notícia que estariam impedidos de veicular pesquisas eleitorais. Os jornalistas e blogueiros não poderiam "privilegiar" qualquer candidato - ou ele escreveria sobre todos, de forma imparcial (sic) ou estaria incorrendo em crime.

O que podemos intuir sobre estas medidas é a lógica da comunicação de massas (uma fonte, vários receptores, sem retorno) para a comunicação em pares da web (várias fontes, vários receptores, muitos retornos). O senador Azeredo entende a comunicação pela rede como a comunicação do rádio e/ou televisão, uma comunicação em que o espectador apenas assiste, impassivo, as informações que são lançadas pelos meios. A lógica da Internet é bastante diferente, é vibrante, todos com o mínimo de conhecimento podem, devem e estão livres participar, construir seu próprio conteúdo, criticar, informar - e sempre terão outros atores para responder aos artigos, duplicá-los, espalhar pela rede. A dinâmica é outra.
Tentando fugir da polêmica, vários senadores entre os quais o próprio Azeredo, relator do projeto, não apareceram na última quinta-feira para votar a proposta. Com o senado esvaziado, não houve votação.
Mas a rede nunca para, não tem final de semana, feriado ou algo que o valha. O adiamento da votação permitiu que os movimentos ciberativistas ligados a liberdade na Internet articulassem a campanha Mega Não pela Liberdade Eleitoral na Web, que conta inclusive com petição on-line, banner e mais.

A pressão pela liberdade na rede vai continuar e na próxima terça, durante a votação, as atenções dos cidadãos estarão voltadas para o senado.
Acostumem-se senhores políticos! A nova forma de articular os movimentos e fazer política descentralizada pela rede chegou! Quem não se adaptar, até o museu!
9/13/2009 | Marcadores: Ciberativismo, Cibercultura, Contravenções, Cultura Livre, Política | 0 Comments












